quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Carnavalha




Muitos países procuram um motivo ou característica que os tornem únicos ou conhecidos, uma marca indelével de sua cultura – o carnaval é a nossa.  Mas como ainda nos corta como a navalha crivada na carne dos antagonismos, e que vem trazida pelo nosso vazio em pensar no que ocorre nos arredores sujos de nossas cidades.

Pode ser algo bom, um reforço cultural, um alívio da neutralidade cotidiana – mas a que preço? Desde os cordões seletivos do carnaval nordestino até os prejuízos morais, de saúde e riqueza oferecidos por tanta festa...  onde o ganho compensa a perda? Os custos em saúde, os gastos em financiar desfiles, as confusões, acidentes de trânsito, assaltos, homicídios e estupros. Custa ver que todo esse malefício aumenta nesses fatídicos dias? 

Partindo da lógica de que o consumo excessivo de bebidas e os disparates coletivos motivados por uma razão institucionalizada em nada acrescentam no cotidiano, marcando de maneira miserável o início efetivo do ano brasileiro. É muito impopular falar mal, mas ficar esses dias parados dá tanto dó que custaria muito não comentar.

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