O
ano político já se encerrou, com o providencial recesso
parlamentar, mas a última semana do ano não nos obriga a parar de
pensar, regada a focinhos (que fuçam para frente) e evitando as
eventuais aves do dia a dia (que ciscam para trás). O balanço do
que foi 2011 traz consigo as especulações de 2012 - nem estou
falando no fim do mundo - mas quem sabe o fim de algo que conhecemos.
Bem
alheio a tudo isso parece que o Brasil segue desconectado da crise na
Europa, usando remédio caseiro para evitar os sintomas de uma doença
que ainda não se manifesta. Estranhamente não tomamos as devidas
providências para nos precaver do que há lá fora, o que se faz é
agir internamente, combatendo a inflação (que atingiu o teto da
meta) e fazendo ajustes na produção - carentes ainda da
infraestrutura de nossos sonhos.
Mas
e ao pobre que nos ouve, o que reserva 2012? Sinceramente eu dou o
conselho de nos espelharmos em países poupadores, já que nosso
modelo de capitalismo anda muito próximo do consumismo desenfreado
dos americanos e longe da cultura da poupança. A esperança é que o
PAC deslanche, que a infraestrutura melhore, que sejamos
surpreendidos com as reformas política e fiscal e que não nos
arrastemos mais nessa imensidão de impostos da era em que a
informalidade predominava. Se alguém reclama do punho cerrado do
governo federal é pela ineficiência da máquina. Esperança, camaradas.




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