quarta-feira, janeiro 25, 2012

MUNDO EM QUE VIVEMOS



As vezes penso que a moral global é uma nau pronta a afundar no oceano do cotidiano. Mais rebaixados do que a nota da França, estamos boiando em nossas dúvidas de como proceder, apoiados numa mídia que é muito boa em confundir. E pensar que Berlusconi hoje é um cordeiro comparado a um capitão de transatlântico, que por seus acepipes sexuais acaba esquecendo o leme e se agarra em outras coisas.  
Preocupados com pseudo-estupros em gaiolas sociais, esquecemos que é para isso que elas servem – gerando indignação midiática e audiência para a publicidade sedenta do sangue consumidor. Queria lavar o rosto e acordar, como se toda essa abobrinha de quem não está no Canadá fosse só um devaneio de umas noites da vida, mas infelizmente essa não está assim tão fácil.  
Vamos adiante, investindo nesse futuro duvidoso que multiplica as cifras da dívida européia, tentando construir na nossa casa algo mais perto do socialismo real – baseado na distribuição de renda e inclusão, esquecendo das torturas cotidianas das cracolândias infames do poder público negligente aos direitos humanos.

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